segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Viajante amortalhado.

"Certa vez, Carlo Marx e eu nos sentamos frente a frente em duas cadeiras, joelho contra joelho, e eu lhe contei um sonho que tivera, com uma estranha figura árabe que me perseguia através do deserto; uma figura da qual eu tentava escapar mas que finalmente me alcançava pouco antes de chegar à Cidade Protetora. "Quem era"?, perguntou Carlo. Refletimos. Sugeri que talvez fosse eu mesmo vestindo um manto. Não era isso. Algo, alguém, algum espírito nos perseguia, a todos nós, através do deserto da vida, e estava determinado a nos apanhar antes que alcançássemos o paraíso. Naturalmente, agora que reflito sobre isso, trata-se apenas da morte: a morte vai nos surpreender antes do paraíso. A única coisa pela qual ansiamos em nossos dias de vida, e que nos faz gemer e suspirar e nos submetermos a todos os tipos de náuseas singelas, é a lembrança de uma alegria perdida que provavelmente foi experimentada no útero e que somente poderá ser reproduzida (apesar de odiarmos admitir isso) na morte. Mas quem quer morrer?" (p. 159).

Jack Kerouac, On the Road - Pé na Estrada, Porto Alegre: L&PM, 2009 - Tradução de Eduardo Bueno



sábado, 27 de julho de 2013

Interzone Game

Interzone Game - Primeira parte de uma HQ escrita e desenhada a partir das alucinações que tive lendo o Burroughs. Quando publiquei meu primeiro álbum de HQ, em 2011, sobre a vida do escritor Jack Kerouac, depois de três anos trabalhando, muitas noites mal dormidas e de quase enlouquecer, prometi a mim mesmo que não faria mais nenhum trabalho sobre outro escritor beat. Mas esse não é o tipo de coisa que se pode escolher deliberadamente e quando dei por mim, no ano passado, percebi que estava envolvido com mais uma criação ligada aos beats. A bola da vez é o genial William S. Burroughs. E isso só começou pra valer, agora!

Continue lendo aqui: http://projetobill.com/site/interzone-game/




sábado, 20 de julho de 2013

Amizade

Neal Cassady e Jack Kerouac. 

Carolyn Cassady, esposa de Neal escreveu sobre a amizade dos dois na sua autobiografia:

“Jack sempre foi muito tímido, ainda que parecesse durão, era doce, sensível, passional. Neal era mais espontâneo, machão sem fazer esforço, mas também se interessava muito pelas palavras. Ele esperava que Jack pudesse ensiná-lo a ser do seu jeito. Eles eram opostos e muita gente achava que se pareciam. Neal era rude, Jack era mais introvertido e gostaria de ter a mesma iniciativa de neal com as mulheres. ”

sábado, 22 de junho de 2013

Fractal

O que terei visto?

Nacos de realidade

Mecanismos virais da linguagem?

Máquina de alucinações

João Pinheiro - 23/06/2013



"Aqui estão os loucos. Os desajustados. Os rebeldes. Os criadores de caso. Os pinos redondos nos buracos quadrados. Aqueles que vêem as coisas de forma diferente. Eles não curtem regras. E não respeitam o status quo. Você pode citá-los, discordar deles, glorificá-los ou caluniá-los. Mas a única coisa que você não pode fazer é ignorá-los. Porque eles mudam as coisas. Empurram a raça humana para a frente. E, enquanto alguns os vêem como loucos, nós os vemos como geniais. Porque as pessoas loucas o bastante para acreditar que podem mudar o mundo, são as que o mudam."

Jack Kerouac.

Livro

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